Total de visualizações de página

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Os dois lados da moeda

Eu nunca entendi muito bem a visão maniqueísta do mundo. Para mim esssa história de que existem só dois lado da moeda é, no mínimo, simplista.

Inspirada pela leitura de "The Scarlet Letter", vim no ônibus pensando em qual lado eu seria colocada no mundo maniqueísta. Será que eu moraria na caixinha branca com a etiqueta "BEM" ou na caixinha preta com a caveirinha estampada na tampa?

Com certeza, se eu fosse assim como sou hoje no século XVII, eu seria queimada na fogueira ou, no mínimo, isolada como a pobre Hester Prynne do livro. Mas e se eu fosse uma personagem atual dos filmes de Hollywood? Além de o de "muito sem graça", que outro rótulo eu ganharia?

Eu acho muito triste que exista essa necessidade de taxar alguém de DO BEM ou DO MAL. O comportamento DO MAL na maioria das vezes não é DO MAL por essência, mas por circunstância. Com frequência, eu tenho comportamentos que isolados fariam parte do repertório da Madame Min, mas no contexto é só parte do meu tentar fazer o melhor e trupicar no caminho.

Não, não sou ingênua a ponto de achar que não tem gente que faz maldade. Mas acho que tem muito mais ligação com a vontade de só fazer o próprio bem do que com o de fazer o mal contra alguém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário