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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

I don't belong here

Já comentei neste blog uma vez que eu tenho uma sensação eterna de não pertencer. Eu nunca entendi, nem quando eu era adolescente, essa necessidade que as pessoas têm de gostarem das mesmas coisas.

Por que raios tenho de achar Nova York a melhor cidade do mundo? É obrigatoriamente necessário achar genial comida japonesa? Preciso destratar assessores de imprensa só porque sempre trabalhei em redação?

Do alto dos meus 14 anos, eu já achava o fim do mundo todas aquelas garotas gritando pela mesma boy band. Calma, não estou negando meus momentos fã-clube dos Engenheiros. Claro que eu também tinha meus ídolos, mas não o mesmo ídolo que todas as outras garotas de 14 anos. Sim, eu era a ET que não gostava de New Kids on the Block.

E não melhorei depois. Continuo ET até hoje. Entenda, não tenho orgulho de ser um ET, só não consigo saber o porquê dessa necessidade de seguir a massa.

Tudo bem, algumas coisas são realmente geniais e merecem que muita gente as admire. Eu mesma faço parte da unanimidade burra várias vezes e não nego isso nem me envergonho nunca. Mas tenho certeza que entre essa galera que gosta de tudo que todo mundo gosta sempre tem bem uns 10% que só diz que gosta e que nunca cogitou gostar de outras coisas. Uma gente que deixa a Folha, a Veja e a Globo pensar por eles. Medo!

domingo, 15 de agosto de 2010

A mágoa

Uma sensação de inverno no peito causada pela expectativa frustrada. Por mais que eu não queira dar atenção, a mágoa insiste em se manifestar em gotas salgadas rolando pelo rosto.

Tanta notícia boa e minha mente só consegue se apegar à chateação. Tão pequena e sem importância. Talvez porque ela faça pouco sentido agora. Impossível entender porque no meio de tanta coisa boa eu deixe que me tratem mal sem saber reagir.

Fracasso, e o sol que não volta, hein?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os posts que não nascem

Logo eu, que sempre quis transformar tudo em texto, estou quase acreditando na história de que algumas coisas não se traduzem em palavras. Há meses venho tentando escrever duas experiências, mas os posts não nascem.

Ficam lá, alimentando as minhoquinhas que moram na minha cabeça, mas não viram palavras de jeito nenhum. Estou incomodada com a minha falta de habilidade.

Na verdade, tenho medo que meu texto medíocre não consiga alcançar o nível de tradução necessário. Não tem como explicar como me senti ao dirigir pelo cenário de Barrados no Baile ouvindo uma rádio dos anos 90 ou ao assistir Steve Tyler a menos de dez metros cantando Dream on.

Talvez aqui eu ainda escreva mais duas ou trÊs tentativas frustradas. OU talvez não mais tente externar o que não dá pra explicar.