Entre as várias bobagens que meus pais fizeram na minha educação está a de nunca me deixar acreditar em Papai Noel. Lembro-me de quando eu era bem pequena e ajudava meus tios a pintarem a fantasia da chegada do Papai Noel para o meu primo que era apenas um ano mais novo que eu. Olha o contra-senso: eu não podia acreditar no Bom Velhinho, mas me deixaram tomar mamadeira até os sete anos. Sim, sete!
Nunca entendi porque os adultos têm mania de querer acabar com as coisas boas da infância antes da hora. Alimentar a fantasia infantil, além de saudável, é muito divertido. Quando minha sobrinha era pequena, minha irmã também logo contou pra ela que o Bom Velhinho era da turma da Fada Madrinha e do Saci Pererê. Desconfiada, Maricota às vezes vinha "tia, você acredita em Papai Noel?". E eu respondia: "Claro, ele existe mesmo". Até hoje ela conta por aí que eu, apesar de adulta, acredito no Papai Noel. Vou negar pra quê, se ele existe mesmo!
Este ano, com a chegada da pequena Laura à família, o Bom Velhinho voltou a ter graça. Claro que ela ainda não tem noção do Papai Noel, mas se depender da tia vai sempre achar que ele existe.
