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domingo, 13 de dezembro de 2009

Me negaram o Papai Noel


Entre as várias bobagens que meus pais fizeram na minha educação está a de nunca me deixar acreditar em Papai Noel. Lembro-me de quando eu era bem pequena e ajudava meus tios a pintarem a fantasia da chegada do Papai Noel para o meu primo que era apenas um ano mais novo que eu. Olha o contra-senso: eu não podia acreditar no Bom Velhinho, mas me deixaram tomar mamadeira até os sete anos. Sim, sete!

Nunca entendi porque os adultos têm mania de querer acabar com as coisas boas da infância antes da hora. Alimentar a fantasia infantil, além de saudável, é muito divertido. Quando minha sobrinha era pequena, minha irmã também logo contou pra ela que o Bom Velhinho era da turma da Fada Madrinha e do Saci Pererê. Desconfiada, Maricota às vezes vinha "tia, você acredita em Papai Noel?". E eu respondia: "Claro, ele existe mesmo". Até hoje ela conta por aí que eu, apesar de adulta, acredito no Papai Noel. Vou negar pra quê, se ele existe mesmo!

Este ano, com a chegada da pequena Laura à família, o Bom Velhinho voltou a ter graça. Claro que ela ainda não tem noção do Papai Noel, mas se depender da tia vai sempre achar que ele existe.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Frustrada

Hoje me dei conta que estamos a 15 dias do Natal e eu ainda não enfeitei a minha casa. Nem quando eu fazia plantão no final de semana eu demorava tanto pra deixar a casa preparada para o Papai Noel.
Este ano, o desânimo tomou conta de mim. Não consigo terminar os trabalhos da faculdade e isso está me matando. Ainda bem que só faltam mais 7 dias. Uma semana e estarei livre. Pro bem ou pro mal.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Filha da cultura de massa

Todos que me conhecem sabem que além de ser muito suscetível a qualquer história bem contada, também sou uma filha da cultura de massa. Nunca neguei meu gosto por novelas e por blockbusters.

Eis que, sexta-feira, depois de cansar de esperar o marido chegar da aula, decidi que era hora de ir ao cinema assistir a Julie&Julia. A dica foi de duas amigas que acharam que a personagem tinha muito a ver comigo.

Na verdade, a Cinthia havia lido o livro quando veio me visitar nas férias e disse que eu precisava ler (ainda preciso na verdade). Segundo ela, a Julie é muito mais intensa e cheia de dúvidas em relação à sua vida profissional e amorosa no texto original. A gente _viciada em cultura de massa_ sabe bem o que os filmes fazem com os livros, já que a gente lê os livros e vê os filmes para comparar e reclamar depois.

A Lu, depois de ver o filme, veio me contar que eu precisava ver porque era impossível sair do cinema sem vontade de cozinhar. Dias antes, eu havia comentado com ela que perdi um pouco do gosto pela arte do forno e fogão já que não tenho quem coma meus pratos. E existe coisa mais chata que cozinhar só para você mesma?

Lá fui eu ansiosa à sessão da 0h10 no Metrô Santa Cruz para conhecer a tal Julie. Confesso que saí apaixonada do cinema. Um filme fofo! Desses que te deixa com vontade de mudar o mundo.

E, além disso, que me deixou com muita vontade de aprender novos pratos, de testar receitas, de cozinhar coisas gostosas. Agora penso até em comprar o tal livro da Julia Child. Ontem me deu até vontade de virar meu omelete daquela maneira e agora eu sei que não posso morrer sem antes desossar um frango.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Trabalhos e mais trabalhos

Cansada. Exausta. Exaurida de felicidade. E três imensos e inúteis trabalhos me esperam. O bom é que, no meio disso tudo, encontro uma ou outra poesia que consolam.

Cidade
Sophia de Mello Breyner Adresen

Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O fim do ano

Sim, ele chegou. Implacável como sempre. Atropelando todo mundo.
E com ele, todos os clichês que o envolvem: lista de realizações para o ano novo, balanço do ano que passou, reencontros com amigos, enfeites de Natal, caos no trânsito e nos shoppings.
Como não poderia deixar de ser, eu, a rainha dos clichês, já estou fazendo minhas listas. A exemplo do que fiz em 2009, resolvi resumir minha lista de metas para 2010 em uma única meta: ser uma profissional sustentável. Eu acredito que deve ser mais fácil ser uma pessoa sustentável perto de gente com a mesma preocupação. Estou um pouco cansada de ser ecochata, quero fazer par com outras pessoas verdes como eu.