Passamos da metade do ano e, até agora, as minhas duas metas para 2011 estão encaminhadas.
Claro que estou morrendo de medo de não conseguir passar em alguma das matérias da faculdade, mas estou andando na direção certa. Dos oito livros que tenho de ler, já estou terminando o segundo. Acho que dá para garantir um 5 em cada disciplina.
Semana passada, comecei meu treino de corrida e a musculação para atingir o outro objetivo do ano que é correr a São Silvestre.
Uma outra submeta, no entanto, suiu no telhado. Percebi nesta semana que, apesar de eu estar dizendo que eu quero perder 6 kg, na verdade eu não trabalho para isso porque não é uma vontade real. Eu quero me vr magra, mas eu não acho que valha o sacrifício. Não é como ficar sem comer gordura no dia anterior à prova. Isso sim tem um benefício imediato que eu consigo ver. Mas emagrecer? Não me serve para muita coisa.
domingo, 21 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A vida no rascunho
De repente, me dei conta que vivo em um esboço. Enquanto esperava, em vão, o Aclimação no ponto de ônibus, hoje de manhã, eu pensava nessa impressão que tenho de que minha vida nunca acontece de verdade.
Muitas vezes, sinto como se tudo fosse provisório. É uma mistura de decepção com o passado e esperança cega no futuro, mas, entre um e outro, eu fico só esperando algo que nunca acontece.
Profissionalmente estou bem perdida. Estou a menos de quatro meses do fim da minha trégua (se Deus quiser e as minhas notas permitirem, claro) e não tenho ideia do que quero da vida depois que me formar.
Já não tenho mais idade para só saber o que não quero. Isso é coisa dos 25. Os 30 passaram faz tempo e eu ainda não tenho ideia do que quero fazer, do que me faria uma profissional realizada.
Sempre esta sensação de que faço rascunhos. Nada suficientemente bom. Nada que mereça destaque.
Muitas vezes, sinto como se tudo fosse provisório. É uma mistura de decepção com o passado e esperança cega no futuro, mas, entre um e outro, eu fico só esperando algo que nunca acontece.
Profissionalmente estou bem perdida. Estou a menos de quatro meses do fim da minha trégua (se Deus quiser e as minhas notas permitirem, claro) e não tenho ideia do que quero da vida depois que me formar.
Já não tenho mais idade para só saber o que não quero. Isso é coisa dos 25. Os 30 passaram faz tempo e eu ainda não tenho ideia do que quero fazer, do que me faria uma profissional realizada.
Sempre esta sensação de que faço rascunhos. Nada suficientemente bom. Nada que mereça destaque.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Who Am I?
No ano 2000, eu passei um mês em Boston, estudando inglês, e eu voltei de lá com uma sensação muito esquisita: eu só sou eu longe das pessoas que eu conheço.
Há tempos eu não me lembrava desta sensação, mas ultimamente tenho me sentido assim. Essa minha necessidade doentia de tentar agradar os outros, além de insalubre, é uma violência contra mim. E o pior é que eu nem sei bem ao certo para que eu faço isso.
Em princípio, achava que era porque eu devia fazer isso para que fosse amada, mas não é que eu descobri que fazer o que os outros querem não os fazem gostar mais de mim? E mesmo assim, é tão difícil dizer não.
Estou aqui, às voltas com um trabalho que não quero. Simplesmente aceitei e me arrependi depois que vi que estava sendo desrespeitada como profissional. Mas quem disse que eu consigo pagar com a mesma moeda? O ideal era eu falar: "não quero mais. Pensei melhor e vi que não valia." Porque realmente não vale. Mas não consigo. Me sinto numa obrigação de cumprir o prometido, mesmo sabendo que vai ser horrível pra mim.
A verdade é que desencantei. E ai eu sei que, cada vez que tiver de fazer alguma coisa para este trabalho, vou sofrer horrores e vai sair um lixo. Como eu queria ser a pessoa de Boston agora, que faz as suas coisas sem ficar imaginando a imagem que vão ter de mim. Afinal, alguém está preocupado em não me deixar irritada com a imagem que tenho dos outros?
Há tempos eu não me lembrava desta sensação, mas ultimamente tenho me sentido assim. Essa minha necessidade doentia de tentar agradar os outros, além de insalubre, é uma violência contra mim. E o pior é que eu nem sei bem ao certo para que eu faço isso.
Em princípio, achava que era porque eu devia fazer isso para que fosse amada, mas não é que eu descobri que fazer o que os outros querem não os fazem gostar mais de mim? E mesmo assim, é tão difícil dizer não.
Estou aqui, às voltas com um trabalho que não quero. Simplesmente aceitei e me arrependi depois que vi que estava sendo desrespeitada como profissional. Mas quem disse que eu consigo pagar com a mesma moeda? O ideal era eu falar: "não quero mais. Pensei melhor e vi que não valia." Porque realmente não vale. Mas não consigo. Me sinto numa obrigação de cumprir o prometido, mesmo sabendo que vai ser horrível pra mim.
A verdade é que desencantei. E ai eu sei que, cada vez que tiver de fazer alguma coisa para este trabalho, vou sofrer horrores e vai sair um lixo. Como eu queria ser a pessoa de Boston agora, que faz as suas coisas sem ficar imaginando a imagem que vão ter de mim. Afinal, alguém está preocupado em não me deixar irritada com a imagem que tenho dos outros?
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