Estou com uma vontade louca de chorar. Mas o choro está preso na garganta. Nenhuma lágrima se manifesta. Não consigo saber o porquê. Só estou triste, sem motivo.
O tempo está me atropelando de novo. Apesar de não estar trabalhando, estou com outros milhões de coisas para fazer e fico me cobrando o tempo todo por não dar conta de fazer tudo.
E aí já não sei se estou triste por não dar conta ou se não dou conta porestar triste. Talvez eu devesse deixar Daniel Defoe de lado e assistir um filme daqueles bem melados que me façam chorar.
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Eu e o fracasso, ou meu narcisismo
Cá estou eu lendo o jornal do dia e me deparo com essa frase no meio da coluna de Carlos Heitor Cony: "Tremi nas bases. Eu esgotara toda a minha sabedoria, um minuto a mais de palestra e revelaria a total ignorância sobre aquele e sobre todos os demais assuntos", Folha de hoje.
Imediatamente me identifiquei. O medo do fracasso, o pânico que descubram a ignorância não é exclusividadde minha. Fobia que, no meu caso, está extremamente ligada à de falar em público.
Já ouvi também de algumas pessoas que por traz da timidez, na verdade, se esconde o narcisimismo. O medo de se expor e mostrar as limitações.
Sim, essa sou eu. Ao ler a coluna do Cony, não só me identifiquei pelo medo, mas no fundo também quis me aproximar da inteligência dele. E pior: ainda estou me achando esperta por ter percebido tudo isso e conseguir analisar esse comportamento besta.
Imediatamente me identifiquei. O medo do fracasso, o pânico que descubram a ignorância não é exclusividadde minha. Fobia que, no meu caso, está extremamente ligada à de falar em público.
Já ouvi também de algumas pessoas que por traz da timidez, na verdade, se esconde o narcisimismo. O medo de se expor e mostrar as limitações.
Sim, essa sou eu. Ao ler a coluna do Cony, não só me identifiquei pelo medo, mas no fundo também quis me aproximar da inteligência dele. E pior: ainda estou me achando esperta por ter percebido tudo isso e conseguir analisar esse comportamento besta.
terça-feira, 15 de março de 2011
Montanha-russa
Nos meus períodos sem trabalho, sempre vivo em uma montanha-russa. Muito porque não sei ficar sem trabalhar, muito porque tenho medo do diferente. Fico aqui, sofrendo, sem saber bem ao certo o que fazer.
Não que não tenha uma montanha de coisas da faculdade para ler. Nem que não tenha um monte de coisas da casa pra resolver. Mas parece que essas coisas não são suficientes. De repente, acho que sou mesmo viciada em trabalho.
Não que não tenha uma montanha de coisas da faculdade para ler. Nem que não tenha um monte de coisas da casa pra resolver. Mas parece que essas coisas não são suficientes. De repente, acho que sou mesmo viciada em trabalho.
quarta-feira, 9 de março de 2011
O problema dos preços
Já que eu decidi me dedicar quase que exclusivamente aos estudos (ok, isso implicaria em mais horas de leitura do que eu venho fazendo, mas é uma questão de adaptação, me disse a Lu), entre os frilas que pretendo fazer está a venda de ovos de Páscoa caseiros.
Eu consegui fazer o orçamento da matéria-prima, mas estou com grandes problemas para conseguir precificar produto. Uma amga do Carlos que vendia ovos disse para eu colocar 100% sobre o custo, mas na busca que fiz pela internet percebi que a galera põe muito mais que 100%. Mais que 200%, na verdade.
Aí fico no impasse: e se cobro 200% mais e ninguém compra? e se cobro 100% mais e depois descubro que todo mundo está cobrando 200% e eu não estou ganhando o quanto podia? Isso tudo levando em conta que conseguirei vender algo, claro.
Eu consegui fazer o orçamento da matéria-prima, mas estou com grandes problemas para conseguir precificar produto. Uma amga do Carlos que vendia ovos disse para eu colocar 100% sobre o custo, mas na busca que fiz pela internet percebi que a galera põe muito mais que 100%. Mais que 200%, na verdade.
Aí fico no impasse: e se cobro 200% mais e ninguém compra? e se cobro 100% mais e depois descubro que todo mundo está cobrando 200% e eu não estou ganhando o quanto podia? Isso tudo levando em conta que conseguirei vender algo, claro.
terça-feira, 8 de março de 2011
Mano velho, ou o post cheio de clichês
Ontem deitada na cama, apoiada sobre o ombro do Carlos, me peguei pensando no poder do tempo. Há um ano, nesta mesma data de comemoração de aniversário de namoro/casamento, eu só conseguia achar que o relacionamento estava muito perto do fim. Parecia que nada do que a gente fizesse seria suficiente e que minha crença piegas de que "love will find a way" era mesmo coisa de Hollywood.
Mas "Tudo muda o tempo todo no mundo", como já dizia Lulu, e ontem me dei conta de que, de repente, tudo estava ótimo de novo. Sem explicação, sem motivo, sem saber como. Love really found a way e eu não tenho ideia de como ele fez isso.
Foi então que percebi que tinha de ar o crédito pro tal tempo, a eterna criança na voz de Nana Caymmi, na música composta por Aldir Blanc e Cristovão Bastos, e o mano velho do Pato Fu. Nada que um dia após o outro não cure.
"...
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
..."
Mas "Tudo muda o tempo todo no mundo", como já dizia Lulu, e ontem me dei conta de que, de repente, tudo estava ótimo de novo. Sem explicação, sem motivo, sem saber como. Love really found a way e eu não tenho ideia de como ele fez isso.
Foi então que percebi que tinha de ar o crédito pro tal tempo, a eterna criança na voz de Nana Caymmi, na música composta por Aldir Blanc e Cristovão Bastos, e o mano velho do Pato Fu. Nada que um dia após o outro não cure.
"...
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
..."
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