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terça-feira, 8 de março de 2011

Mano velho, ou o post cheio de clichês

Ontem deitada na cama, apoiada sobre o ombro do Carlos, me peguei pensando no poder do tempo. Há um ano, nesta mesma data de comemoração de aniversário de namoro/casamento, eu só conseguia achar que o relacionamento estava muito perto do fim. Parecia que nada do que a gente fizesse seria suficiente e que minha crença piegas de que "love will find a way" era mesmo coisa de Hollywood.

Mas "Tudo muda o tempo todo no mundo", como já dizia Lulu, e ontem me dei conta de que, de repente, tudo estava ótimo de novo. Sem explicação, sem motivo, sem saber como. Love really found a way e eu não tenho ideia de como ele fez isso.

Foi então que percebi que tinha de ar o crédito pro tal tempo, a eterna criança na voz de Nana Caymmi, na música composta por Aldir Blanc e Cristovão Bastos, e o mano velho do Pato Fu. Nada que um dia após o outro não cure.

"...
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
..."

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