Já comentei neste blog uma vez que eu tenho uma sensação eterna de não pertencer. Eu nunca entendi, nem quando eu era adolescente, essa necessidade que as pessoas têm de gostarem das mesmas coisas.
Por que raios tenho de achar Nova York a melhor cidade do mundo? É obrigatoriamente necessário achar genial comida japonesa? Preciso destratar assessores de imprensa só porque sempre trabalhei em redação?
Do alto dos meus 14 anos, eu já achava o fim do mundo todas aquelas garotas gritando pela mesma boy band. Calma, não estou negando meus momentos fã-clube dos Engenheiros. Claro que eu também tinha meus ídolos, mas não o mesmo ídolo que todas as outras garotas de 14 anos. Sim, eu era a ET que não gostava de New Kids on the Block.
E não melhorei depois. Continuo ET até hoje. Entenda, não tenho orgulho de ser um ET, só não consigo saber o porquê dessa necessidade de seguir a massa.
Tudo bem, algumas coisas são realmente geniais e merecem que muita gente as admire. Eu mesma faço parte da unanimidade burra várias vezes e não nego isso nem me envergonho nunca. Mas tenho certeza que entre essa galera que gosta de tudo que todo mundo gosta sempre tem bem uns 10% que só diz que gosta e que nunca cogitou gostar de outras coisas. Uma gente que deixa a Folha, a Veja e a Globo pensar por eles. Medo!
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