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domingo, 6 de dezembro de 2009

Filha da cultura de massa

Todos que me conhecem sabem que além de ser muito suscetível a qualquer história bem contada, também sou uma filha da cultura de massa. Nunca neguei meu gosto por novelas e por blockbusters.

Eis que, sexta-feira, depois de cansar de esperar o marido chegar da aula, decidi que era hora de ir ao cinema assistir a Julie&Julia. A dica foi de duas amigas que acharam que a personagem tinha muito a ver comigo.

Na verdade, a Cinthia havia lido o livro quando veio me visitar nas férias e disse que eu precisava ler (ainda preciso na verdade). Segundo ela, a Julie é muito mais intensa e cheia de dúvidas em relação à sua vida profissional e amorosa no texto original. A gente _viciada em cultura de massa_ sabe bem o que os filmes fazem com os livros, já que a gente lê os livros e vê os filmes para comparar e reclamar depois.

A Lu, depois de ver o filme, veio me contar que eu precisava ver porque era impossível sair do cinema sem vontade de cozinhar. Dias antes, eu havia comentado com ela que perdi um pouco do gosto pela arte do forno e fogão já que não tenho quem coma meus pratos. E existe coisa mais chata que cozinhar só para você mesma?

Lá fui eu ansiosa à sessão da 0h10 no Metrô Santa Cruz para conhecer a tal Julie. Confesso que saí apaixonada do cinema. Um filme fofo! Desses que te deixa com vontade de mudar o mundo.

E, além disso, que me deixou com muita vontade de aprender novos pratos, de testar receitas, de cozinhar coisas gostosas. Agora penso até em comprar o tal livro da Julia Child. Ontem me deu até vontade de virar meu omelete daquela maneira e agora eu sei que não posso morrer sem antes desossar um frango.

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