Às vezes, as palavras não são suficientes nem úteis. Algumas coisas não podem ser ditas. Conteúdos que não se fazem entendidos. Por mais que a gente queira, por mais que a gente tente, por mais que a gente se esforce. Nem a linguagem corporal dá conta de alguns assuntos. Algumas sensações não podem ser em comum. Elas vivem só dentro de cada um. E não tem como colocá-las para fora. Não viram textos, não viram desenhos, não viram música. Ficam lá, sem entendimento até do corpo que as contêm.
Intransigentes, não permitem acordo. Matam tudo ao redor. Um câncer dos bons sentimentos. Só ela sobrevive. Angustiosa e inútil. Só para tentar derrubar a crença milenar de que o amor pode tudo.
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